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Aline Souza
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Novo filme do Eduardo Escorel
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Iniciou esta discussão. Última resposta de Aline Souza 3. Jun, 2008.

 

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Ensaio sobre a cegueira: O leite imagético de Saramago

Por Aline Souza - Jornalista



Ver o novo filme de Fernando Meireles no cinema foi um estrondo. O Ensaio sobre a cegueira me fez pensar no que seria do mundo se realmente todas as pessoas parassem de enxergar, ou melhor, se em algum ponto do mundo isso começasse a acontecer sob o risco de se espalhar ao resto do planeta. Quando isso acontece no filme, inspirado na obra do autor português José Saramago, de mesmo nome, o medo dos até então saudáveis os fazem praticar inimagináveis ações de totalitarismo e desprezo, isolamento e abandono para com os novos cegos. Nós, seres humanos, nos descobrimos os piores seres do mundo, capazes de matar ou morrer, capazes de humilhar e submeter o próximo a qualquer coisa para garantir a sobrevivência.

Saramago gosta mesmo de situações caóticas nos livros que escreve. Em As Intermitências da Morte não é diferente, quando propõe pensarmos hipoteticamente no dia em que a morte resolveu fazer greve e parar de matar. Assim, ele também nos joga no meio de um círculo natural interrompido; fazendo do improvável, algo bem provável em seus livros. No Ensaio ele se perguntou o que aconteceria se todo mundo começasse a ficar cego. Eis aí o prato cheio para Fernando Meirelles.

Acostumado a desafios, Fernando Meireles se viu agora diante de uma história onde os personagens não têm nome, onde tudo se passa em um não lugar e seu cerne é uma cegueira branca como leite. Depois de recriar a trajetória da favela Cidade de Deus no Rio de Janeiro e filmar mazelas africanas provocadas pela indústria farmacêutica em Jardineiro Fiel, Meireles precisou fazer muitos testes até chegar à versão final do filme, aquela que conseguiria transmitir ao público a textura opressiva de uma cegueira ao ponto de incomodar, de fazer-nos apertar os olhos para ver alguma coisa na tela como se estivéssemos diante de um sol escaldante enorme. O responsável por essa fotografia que dilata a luz nos objetos brancos até ela ficar com a textura de leite é César Charlone, que também trabalhou com Meireles em Cidade de Deus e Jardineiro Fiel.

O filme é protagonizado por Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover, Gabriel Garcia Bernal e Alice Braga, única brasileira no elenco. O fato de os personagens não terem nome faz com que seja os próprios atores o elo de identificação do público com o caráter e a personalidade de cada personagem. O ator é um símbolo. Mas como fazer quando o Gael, um jovem e galante ator, que já até encarnou um revolucionário bastante conhecido nosso, interpreta um vilão sem escrúpulos e asqueroso? Este foi outro desafio intencional de Meireles, que optou pelo ator justamente para romper o paradigma do vilão mauzinho e feioso. Afinal, numa terra sem lei de cegos, a beleza pouco importa e quem tem olho é rei. Ou melhor, rainha.



Julianne é a “mulher do médico”, única capaz de ver no confinamento dos cegos. Parece ter havido uma busca para que ela não se tornasse uma heroína, pois em muitos momentos a personagem desaba com o seu próprio fracasso, se degrada, não suporta viver com o segredo e percebe que, embora tente exaustivamente, é humanamente impossível resolver todo o complexo estado das coisas. Mas uma pergunta não quer calar: o que será que ela diz a Alice Braga (a prostituta) no momento do flagra sexual, além de que pode ver? Acredito que jamais saberei.

Outro ponto que o diretor aparentemente teve como objetivo em seu filme sombrio foi dar tempo ao tempo e ritmo ao ritmo, ou seja, a absolvição do choque vista na tela pelo espectador precisa de tempo para refletir sobre a metáfora da cegueira, que é sóciopolítica no mundo contemporâneo. Podemos ver, mas não enxergar. A crítica social dentro deste filme comercial é bastante sutil e subjetiva. Quem se coloca no lugar do personagem pode descobrir algo sobre si mesmo, talvez a sua própria cegueira e imperfeição. A montagem de absolvição é de Daniel Rezende (de novo Cidade de Deus, O Ano que meus pais saíram de férias e Tropa de Elite) que assume o corte seco veloz.

Uma boa conclusão para este texto seria a feita por Milton Ribeiro no portal Uol: “Se não possui a grandiosidade do livro, é um bom filme; se não incomoda como o livro, atrapalha o suficiente; se parte da parábola perdeu-se, Meirelles não a deturpou — o que seria pecado mortal. Escapou de Meirelles o profundo e justificado pessimismo de Saramago. Seu filme não possui este tom e, com isso, perde impacto, ganhando certa gratuidade para os espectadores mais superficiais. Mas é um bom filme, sem dúvida.”.

O filme foi rodado em três países diferentes: Uruguai (casa do médico), Anhangabaú em São Paulo (cidade arrasada) e no Canadá (hospital de cegos abandonados). Todos formam o não-lugar não identificável, a metrópole acometida pela cegueira. Com uma produção de US$ 25 milhões e 118.145 espectadores em três dias de cartaz, o Ensaio sobre a cegueira (”Blindness”) já é a segunda melhor bilheteria nacional de estréia de 2008. Penso que Meireles devia ter optado por Remo Usai na trilha sonora, talvez o único capaz de expandir da tela as sensações das imagens de Saramago. Agora, por favor, não me venha com essa bobagem de dizer que “o livro é melhor que o filme”. Isso não!

Saiba mais em:
http://www.ensaiosobreacegueirafilme.com.br

Assista ao vídeo gravado pelo filho do Saramago:
http://br.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY

Entrevistas e Imagens do Filme:
http://br.youtube.com/watch?v=6TEhcXRdsCs

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Bananas ao Cinema Nacional!

Para as pessoas do final do século passado um dos principais ícones de sua geração era a Zebrinha do Fantástico que ditava o resultado da loteria esportiva. Estas pessoas, inevitalmente saudosistas como eu, não se cansam de lembrar que o Didi e o Dedé já foram, um dia, engraçados. O cinema dos Trapalhões era um besteirol genuinamente brasileiro, e claro, mercadológico. Nossos hermanos hoje já não são lá tão bons de risos, mas minha capacidade de rir de besteiras se modificou consideravelmente. O que importa dizer é que se não fossem os Trapalhões, a Xuxa ou os filmes religiosos nas épocas de quaresma católica eu jamais teria conhecido o cinema, a sala escura, a telona.

Os cinemas de rua, que já eram raros na minha cidade, não existem mais em quase lugar nenhum. A mais recente história que eu ouvi dizer foi o Paissandu, no Rio de Janeiro, que cerrou suas portas após um passado de glória. Lugar histórico onde a geração de 60 e 70 assistia obras clássicas e inspiradoras do que viria se tornar hoje a dita “retomada do cinema nacional”.



De acordo com a análise de André Gatti no livro Cinema no Mundo – Indústria Política e Mercado (Vol III – América Latina), a chamada “retomada” se deu em uma época de mudanças das legislaturas do audiovisual, quando se configurou o atrelamento dos exibidores com os distribuidores internacionais, acordo que possibilitou o aumento gradativo dos preços dos ingressos e leis protecionistas pouco eficazes. Isso gerou o afastamento do público de baixa e média renda dos cinemas, público que sustentava a produção nacional.
O setor de exibição foi encolhido, ao passo que o aumento dos ingressos enfraqueceu o setor de produções que ainda se mantém em desvantagem com setores de exibição e distribuição. Os custos nacionais de produção média e de lançamento aumentaram consideravelmente.

Segundo a pesquisa organizada no livro por Alessandra Meleiro, até meados de 1989 havia três pólos de produção com atividade constante, que levava ao cabo de lançamentos comerciais em média 80 longas por ano. Entre 1993 e 1999 esse número não passou de 25 filmes. O quadro começa a mudar a partir de 2006, quando são lançados 73 títulos, número que há muito não se via.

A euforia ufanística pelo filme nacional que se verificou na chamada “retomada” e que ainda hoje é verificada no consenso comum, não passa de uma tentativa de acobertar a conjuntura desigual que o cinema nacional vive em detrimento do cinema estrangeiro. A década de 1990 até 2003 coincidiu com um aspecto político e econômico de inserção do Brasil na era da globalização de mercados. Esse aspecto fez com que houvesse a reconstrução de um projeto industrial para a produção local destinado a exibição em salas de cinema.

O que se verifica, principalmente de 90 a 99, é uma receita bilionária do filme estrangeiro (1,8 bilões de dólares) além de notável desproporção da presença do filme nacional perante a indústria cinematográfica hegemônica (em 1990 foram lançados 7 filmes nacionais e 231 estrangeiros). Há quem afirme que as salas de cinema de rua restantes vivem hoje muito de eventos corporativos e quase nada de bilheteria. Pelo visto, não temos a menor chance!

Todo este monopólio estrangeiro, principalmente o americano, que desde o princípio do século passado, com o modelo fordista de produção industrial, vem ocupando sistematicamente o lugar de nossos cartazes nas vitrines dos cinemas. Com a mudança de perfil, onde as cópias, ao invés de compradas são alugadas pelos donos das salas, não é mais vantagem deixar os filmes brazucas ficar em exibição por muito tempo. Então, passamos a concorrer conosco mesmos. Daí então, devemos bater nas costas de nosso colega ao lado e pedir licença para entrar. Isso se o filme for no mínimo global e rentável. Já é comum que hoje a nova geração só conheça referências bastante lamentáveis de cinema.

Em entrevista à Revista de Cinema (set/out de 2008), o ator Leonardo Medeiros disse que discorda do suposto “boom” do cinema brasileiro, pois, “esses filmes foram assistidos por no máximo 400 mil pessoas, somando todos. Uma média de 25 mil por filme. Não acho que estejamos vivendo apogeu algum” afirmou.

Na minha cidade hoje só existe cinema dentro do Shopping Center meia boca e quase nenhum filme em cartaz por lá é brasileiro. Não que eu tenha saudade da década de 1980 no quesito “sucesso de investimentos no cinema nacional”. Esse texto é só para lembrar que o tempo passa, que o cinema serve para eternizá-lo, que ninguém precisa gostar de cinema ou de cinema brasileiro, mas é preciso saber que nosso cinema há muito está precisando de um cafuné, de um aconchego. E não é qualquer “retomadazinha” que é capaz de me engambelar não!
Aline Souza
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Vários tempos...

O tempo e o lugar de fato dizem muito. Dizem muito sobre pessoas, sobre pensamentos, sobre ideologias e sobre a reconstrução delas. O recém lançado filme de Eduardo Escorel, "O Tempo e o Lugar" (2008) conta a história de um ex militante do MST, agricultor familiar que foi integrante de diversos movimentos sociais, alguns ligados à igreja e sua proposta de libertação; participando ativamente de uma época áurea do movimento, quando ele ainda tinha no Lula a grande figura que iria realizar a famosa reforma agrária. O eixo central do filme é a história de vida desse personagem e sua rotina familiar, que é amplamente voltada para a política, mas não aquela política que promove o debate sobre si visando mudanças das realidades, mas aquela política que todos nós conhecemos, voltada para fins eleitoreiros em busca de votos, com candidaturas que requerem cargos de representatividade e poder. Genivaldo Vieira da Silva, ou simplesmente Geno, como é chamado, possui dois filhos que estão envolvidos com a tal política. Mas eles têm maneiras diferentes de ver a ordem das coisas. Um concorda com o pai na sua desilusão com o governo, e o outro, por ser um fiel seguidor do Partido dos Trabalhadores, se sente como um revolucionário radical (quase um Che), mas não abre mão de alianças partidárias para chegar ao poder e mandar. Pois, na visão do filho, chegando lá, “é como o Lula, ele manda”! Por meio de críticas ao MST em sua forma de conduta e organização popular, Geno deu ao diretor a inspiração para o filme.

Em tempos diferentes, haja vista que o primeiro contato do diretor com o personagem ocorreu em 1996, depois 2005 e por último em 2007; há a tentativa de construir dois Genivais, duas figuras de representatividade local, mas que têm seus próprios anseios de vida e acredita nas vias eleitorais para se praticar a democracia. No fundo, o que fica é de um lado a mis-en-cene de um homem que quer desesperadamente mostrar como subiu na vida e conseguiu criar os filhos, e de outro a curiosidade gerada pelas denuncias de descomprometimento de um movimento de massa com a realidade nordestina camponesa, movimento esse que já se tornou um tanto quanto sacrossanto para os defensores de causas populares. É inegável a importância do MST em termos de conquistas sociais e também midiáticas quando consegue chamar atenção para um tema crucial e tão pouco discutido nos termos legais como a terra no Brasil agrário e rural, que promove o patriarcalismo da propriedade privada de várias formas, inclusive permitindo uma mídia que tem como principal conduta a criminalização dos movimentos sociais. O grande problema é a não aceitação, por parte do público, das críticas de um ex militante, que viveu intensamente ocupações e que exerceu função de liderança nos finais da década de 1980 e início de 1990.


Eduardo Escorel, que lançou o filme nesta segunda-feira (19) na sala Humberto Mauro do Palácio das Artes (BH-MG), disse estar percebendo certo desconforto com o filme vindo de espectadores fieis aos ideais do MST, que acreditam estarem vendo um filme contra o seu movimento. Narrativas de luta e repressão policial são ditas por Geno, que foi expulso do movimento há alguns anos por não concordar com as excessivas ocupações sem contextualização política e sem a possibilidade de permanência no campo. Ele, naquela época, questionava a organização nacional por não ver respeitadas dentro do MST as diferenças da realidade camponesa do nordeste. Ele já havia sido, antes disso, expulso da igreja, quando descobriu, ou melhor, quando foi apresentado à idéia de que Deus não existe e passou a não acreditar mais em religião. Apesar disso, Genivaldo faz versos sobre a Diviva Criação.

O que interessa nesse filme é que o diretor não se importa muito nos impactos que todas essas demonstrações explícitas de peleguismo irão causar. Ao que tudo indica, ele quer ser muito mais a mosca na parede que nos traz um problema enquanto brasilidade, enquanto construção de uma nação problemática, desigual; do que questionar o impacto que um filme tão aparentemente descomprometido pode causar em um circuito comercial de circulação nacional, onde cada cabeça é uma sentença. Vale lembrar que um dos lugares onde o filme é ambientado é nada menos o estado brasileiro de Alagoas, senão o maior estado em índices de corrupção do país, com o governador, Teotonio Vilela Filho (PSDB), que venceu a eleição de 2006 sob denúncias de fraudes, atualmente caçado por corrupção.

O diretor

Um dos principais nomes do cinema brasileiro, o diretor, montador, roteirista e ensaísta Eduardo Escorel foi colaborador de cineastas do Cinema Novo como Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade e Leon Hirszman. Entre seus trabalhos, fez a montagem de "Terra em Transe", "Cabra Marcado para Morrer", de Eduardo Coutinho, e do recente "Santiago", de João Moreira Salles.

Veja entrevista do diretor no Bate-papo UOL:

http://cinema.uol.com.br/ultnot/2008/05/15/ult4332u764.jhtm





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Aline Souza

Baianada arretada!!

Postado em 20 maio 2008 às 5:09 ‚Äî 1 Comentário

Aline Souza

Dica: A mostra CINECUBA está em cartaz no Cine Humberto Mauro!

Postado em 3 maio 2008 às 1:47 ‚Äî

Aline Souza

Caminhadas Sutis

Postado em 16 abril 2008 às 15:11 ‚Äî

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Às 19:02 em 11 fevereiro 2009, Josuel disse...
Ola como vai?Meu nome é Josuel Rodrigues , sou Cineclubista e militante social aqui em Itu_Interior de são paulo,conheci o nelsinho ai em BH na jornada nacional de cineclubes em novenbro de 2008,em contato ele me passou este profile como contato da representate FELCO BH.
Gostaria de saber como faço pra trazer o festival e difundir a idéia do mesmo cada vez mais em minha cidade e região!
Ou com quem posso falar aqui em SP!
Obrigado desde já!
Meu email é: josuel.itu@gmail.com

Registre-se tb no nosso ning: http://comunateca.ning.com/

espero resposta.
Fiq na paz e parabens pela correria ai!

Josuel.itu
Às 19:59 em 19 dezembro 2008, Lídia Friche disse...
ei Aline! Lembra de mim? Tô de volta a BH. Quando cê vem por aqui? Beijo!
Às 23:38 em 19 outubro 2008, Cine Clube Movimenta disse...
Acho que é redigir uma convocatória legal,
com tradução para o espanhol também.
Vamos começar uma jornada de militância pelos
filmes junto aos realizadores. Inicialmente podemos aceitar filmes
em espanhol, sem legenda em português, e alimentar as esperanças
de que vamos conseguir verba para realizar as legendagens.
A história de definir tema como começo, esqueçe. o tema já e claro,
o Felco é um festival dedicado ao cinema militante, à estética popular,
ea os artistas revolucionários. né isso?
bjo
 
 

O que é o FELCO??

O FELCO - Festival latino Americano da Classe Obrera de Cinema e Vídeo propõe o acesso democrático à produção cinematográfica. Idealizado por estudantes e profissionais de cinema, o Festival é um projeto de democratização, circulação e formação de público da produção cinematográfica latino-americana que pretende criar uma rede entre a produção e o público de cinema. O projeto surge a partir da constatação da precariedade no intercâmbio da produção entre os países latinos. A proposta é promover a consolidação de sistemas alternativos de exibição tanto por questões econômicas, de identificação cultural e da mobilidade nos fluxos comunicacionais ideológicos. O projeto mapeia as produções independentes e cria um circuito de exibição alternativo tendo como referencial os espaços de Movimentos Sociais. A finalidade é exibir filmes e mapear a produção independente.

Fonte: ALAIC - Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación

Notícias publicadas em www.imersaolatina.com
 

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