Rede FELCO Minas

A organização coletiva em favor do cinema social.

tarokid2003

Marpessa Dawn, a mulata americana que encantou o Rio


Marpessa Dawn
A mulata americana que encantou o Rio



*Aprígio Neto


Ela poderia ter sido imortalizada nos afrescos de Di Cavalcanti, ter rebolado e gingado junto com as mulatas de Sargentelli ou em alguma escola de samba carioca e quem sabe até, ter virado a cabeça do poetinha Vinicius de Morais até que este, inconformado pela indiferença, acabou se consolando muitos anos depois com a baiana Gessy Gesse.
Marpessa Dawn nasceu em Pittsburg, Pennsylvania, EUA, em 1934. Bem que poderia ter sido na Martinica. Radicou-se na França e, foi na cidade luz que ela conheceu e se casou com o diretor francês Marcel Camus que a escalou para interpretar a personagem Eurídice, no filme “Orfeu Negro”, baseado na obra de Vinicius de Moraes, “Orfeu da Conceição”, que por sua vez, foi inspirado na mitologia grega.
A produção foi realizada no Brasil em 1959, em co-produção Brasil/França, com músicas de Antonio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes, Carlos Lyra e Luiz Bonfá. Embora o filme tenha sido acusado de mostrar uma imagem irreal do Rio de Janeiro, conquistou os prêmios Globo de Ouro e Oscar de melhor filme estrangeiro, e a Palma de Ouro, em Cannes de melhor diretor para Marcel Camus, que concorreu com os consagrados Luis Buñuel e François Truffaualt.
Apesar dos elogios da crítica terem ido mais para as brasileiras Lourdes de Oliveira (que só fez mais um filme, “Os bandeirantes” e abandonou o cinema) e Léa Garcia (que faz a mãe de Orfeu na segunda versão de Cacá Diegues), a meiga e irresistível Marpessa esbanjou charme e beleza na cidade maravilhosa. Além de atriz, Marpessa Dawn também é cantora e no filme citado, ela foi dublada por Esther Mellinger. A estrela fez 14 filmes para o cinema e para a Televisão francesa dois documentários: Canzoni nel mondo (63) e Discorama (61). Depois de Orfeu, a linda mulata não foi feliz na carreira cinematográfica, só fez pontas e filmes fracos. Sua última aparição no cinema foi em “Sept em attente” (95) de Françoise Etchegaray e desde então, ninguém mais fez menção à atriz cantante.

*cinéfilo de Alfenas-MG

Compartilhar 

Adicione um comentário

Você precisa ser um membro de Rede FELCO Minas para adicionar comentários!

Entrar nesta rede social

O que é o FELCO??

O FELCO - Festival latino Americano da Classe Obrera de Cinema e Vídeo propõe o acesso democrático à produção cinematográfica. Idealizado por estudantes e profissionais de cinema, o Festival é um projeto de democratização, circulação e formação de público da produção cinematográfica latino-americana que pretende criar uma rede entre a produção e o público de cinema. O projeto surge a partir da constatação da precariedade no intercâmbio da produção entre os países latinos. A proposta é promover a consolidação de sistemas alternativos de exibição tanto por questões econômicas, de identificação cultural e da mobilidade nos fluxos comunicacionais ideológicos. O projeto mapeia as produções independentes e cria um circuito de exibição alternativo tendo como referencial os espaços de Movimentos Sociais. A finalidade é exibir filmes e mapear a produção independente.

Fonte: ALAIC - Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación

Notícias publicadas em www.imersaolatina.com

© 2009   Criado por Tormenta no Ning.   Crie Sua Rede Social

Badges  |  Relatar um incidente  |  Privacidade  |  Termos de serviço

Entrar no bate-papo